sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Hoje, sem regras e sem limites, vivo.

De lado o negativismo. Já não argumento. Afasto-me de quem nada acrescenta. Indiferente a julgamentos. Não me conhecem. Eu vivo bem com a minha verdade. Faço o que quero e acredito no que faço. Sem pressa. Sem ilusões. Apenas eu e os meus sonhos. Já não me perco facilmente. Já não me sinto pequeno e desorganizado. Já não sou vencido pelo cansaço. Os obstáculos são uma aprendizagem. Tento ser sempre melhor a nível pessoal e profissional do que fui. Hoje, sem regras e sem limites, vivo. Não sobrevivo.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Anseio

"...Por isso, anseio o dia em que voltes a abrir a porta. Desejo veementemente que voltes e que exijas o meu colo. Que os meus braços voltem a ser o teu porto seguro. Anseio que esta casa volte a ser o teu refúgio. Que os meus lábios matem a sede que sentem dos teus. Que o meu corpo volte a dar prazer ao teu. Anseio que sares as feridas e que a saudade que sintas de mim aperte forte esse coração, que te faça dar meia volta e que te faça vir mais uma vez ao meu encontro. Se existe uma hierarquia de necessidades para ti, que o nosso amor seja uma prioridade e que prevaleça no topo." in Não Te Esqueças de Nós, Hugo Rosa.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

O Segredo do Amor

"O segredo é amar. Amar sem medo. Sem limites. Amar intensamente. Durante estes anos discordámos. Aceitámos. Partilhámos. Errámos. Chorámos. Rimos. Descobrimos. Acabámos. Dissemos que nos odiávamos mutuamente porque nos amávamos em demasia - deixou escapar um sorriso e continuou - Então recomeçámos. Perdoámos. Consertámos. Hoje já não se luta por quem se ama. Já não se conserta. O amor passou a ser fugaz. Demasiado efémero. Já ninguém tira os pés do chão para sonhar alto. Já ninguém confia. Ama-se com receio. Esqueceram-se que amar é dar. É receber. O amor deve ser recíproco. Amar é viver os altos e sobretudo, sobreviver juntos, aos baixos da vida." Não Te Esqueças de Nós, Hugo Rosa

domingo, 16 de fevereiro de 2014

A minha casa



Tudo em casa era sufocante. Um novo dia, era uma nova luta.

O quarto fazia-se sentir pequeno e desorganizado. Os livros, abandonados na estante, não tinham um título nem uma história para contar ou encantar. As fotografias, mortas, exibiam-se a preto e branco. Não continham vestígios de um verde de esperança ou de um vermelho forte como o do sangue.

Quando fechava a porta, era mais uma sensação de liberdade do que saudade.

Havia dias em que mesmo que o sol brilhasse, não havia luz nem força suficiente. Eu era somente um corpo pesado que carregava uma alma vazia.

... E os cantos que ficaram por preencher...
... E o que estava quebrado que ficou por fixar...

Abandonaram-me. Abandonei-me. Abandonei-a, a minha querida casa.

domingo, 12 de janeiro de 2014

Deixar-te partir

Estou a recuar antes que seja tarde demais. Já sei como acaba.
Estou a evitar esse fim previsível.
Estou a evitar um nó na garganta e um coração cheio de nada.

Agora que te tenho, não te quero.

Por isso vai. Encontra quem te procura. Cuida de quem te quer bem.
Vai que eu fico. Fico só mas bem com a minha verdade.

Deixar-te partir foi a melhor decisão que tomei.