segunda-feira, 1 de abril de 2013

03:30



De madrugada, deitei-me no chão frio. O relógio já marcava três horas e trinta minutos. Com as palmas juntas, repousei a cabeça sobre as mãos. Tentei sossegar a mente e acalmar o coração. A cama gritava desesperadamente pelo calor do teu corpo. Os lençóis exalavam um cheiro a saudade de um entrelaçar de corpos que já pertencia ao passado.

A pouca luz que existia e que entrava pela janela meio aberta, desenhava o teu sorriso na parede vazia. O vento calou-se lá fora para se fazer ouvir a tua voz cá dentro. Levei as mãos aos ouvidos. Não é que eu tenha tido medo que ele fizesse desencadear conversas com palavras de amor, outrora, ditas no silêncio da noite. Simplesmente não faziam mais parte do presente.

As circunstâncias dessa noite trouxeram-te por momentos mas eu afastei-te. Não foi por apatia. Foi por independência. Foi por liberdade.
...
Ainda assim, recordo e resguardo o teu sorriso. Não porque me faz falta mas porque já me fez feliz.

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