terça-feira, 4 de setembro de 2012

Que importa?

Que importa se o telefone toca se não é a tua voz que eu ouço? Que importa se toca no rádio aquela que, outrora, fora a nossa música preferida se já não a consegues ouvir? Que importa ir à janela espreitar se não és tu quem está a chegar para me abraçar?

De que vale acordar e ver o nascer do sol se à noite a lua me traz a solidão? De que vale adormecer se já não acordas ao meu lado?

Estás a tão poucos metros, mas sinto-te como se estivesses a milhares de quilómetros, longe de casa. Voltarás cedo? Voltarás em segredo? Pensas em voltar?

É verdade que já não te quero como ontem, nem sei se amanhã vou pensar em ti mas hoje não me importava de te ver. Hoje gostava de te ver porque ainda te estimo. A estimação não tem que acabar só porque os planos que traçámos a dois não resultaram. Estimo-te porque sei que tentaste. Tentámos.

De que vale pensar no passado se o presente não te inclui?
Importa seguir em frente. Importa ser feliz, contigo ou sem ti.