sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Encontro-te, perco-me


Encontro-te, perco-me.
Páro, observo-te.
Penso, sinto-te.

Como se de uma droga se tratasse, consumo-te intensamente. Fumo-te. Perco os sentidos, passo da realidade para a ilusão, tenho-te por breves instantes. Em estado de dependência, deliro. Ouço-te a falar, vejo-te a sorrir. Quero-te mais, oh desejo irrealizável!

E quando acordo lúcido.
Consciente.
Tu já não estás. Eu fico, sem ti.

Os dias passam e quanto mais tempo fico sem te ver, mais saudades tenho de ti. Não faz sentido esta dor, deixaste claro no teu olhar vazio que tinha chegado o fim. Mostraste-me que estavas bem, provavelmente melhor sem mim. Ajuda-me. Ensina-me a não querer mais de ti. Ensina-me a sobreviver num mundo onde já não existes. Não quero continuar a procurar-te em cada rua que passo, não quero continuar a procurar as tuas pegadas em cada chão que piso. Olha-me nos olhos e diz que já não precisas de mim, diz-me que nunca precisaste.

Reflicto, escrevo, sofro.
Corro, fujo, esqueço.

1 comentário:

  1. «Os dias passam e quanto mais tempo fico sem te ver, mais saudades tenho de ti» - Era impossível que fosse ao contrário. Muita força :)

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