quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sick and tired




17.05.2011

São 3h da manhã. Fecho a porta com intenção de não a voltar abrir. Vou-me embora com a intenção de não voltar atrás. Vagueio agora pela cidade. O que estou a fazer? Está escuro, estou sozinho, estou com medo. Quem sou? O que faço aqui? Perdi o controlo. Não sei para onde ir, a estrada parece infinita, não vejo uma saída. No prédio do meu lado direito, existe uma casa com a luz da sala acesa, provavelmente o filho adormeceu a ver televisão e a mãe já o vai pegar ao colo para o levar para a cama e dar-lhe um beijo de boa noite. E eu? Porque estou na rua a estas horas? Porque estou a fugir? Porque estou a desistir? Estou tão cansado. Sento-me no banco deste jardim vazio. Todo o seu encanto desaparecera com a minha presença. Perdi as forças, baixei os braços, deixei-me ir abaixo... Por mais que lhes tente explicar, nunca vão entender o que quero dizer, nunca vão perceber o que estou a sentir. Sim, tens razão, estou doente. Estou fraco. Já não consigo gostar de mim próprio. Acho que nunca consegui. Atingiram-me de tal forma que me deixaram pela frente uma luta constante. Agora tento recuperar e sarar as sequelas da queda. Sabes o que eu sempre quis ter? Paz. Sabes o que eu sempre quis ser? Feliz. Ainda não consegui mas hei-de conseguir. Vou continuar a caminhar, vou descobrir quem sou e no final da estrada sei que vou encontrar uma saída para começar a construir um novo caminho, um novo eu.

(Caros leitores, peço desculpa pelo texto "pesado" mas foi uma forma de desabafar e de certa forma consegui tirar um grande peso de cima de mim. Obrigado pela vossa visita. Sejam felizes!)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Eu, tu, nós








Sou eu, és tu, somos nós a fugir da realidade.
Somos nós que somos fracos e que lutamos contra o que sentimos.
Somos nós que recusamos a dar mão e a caminhar lado a lado.

Sou eu que gasto palavras a descrever o que significas,
és tu que perdes tempo a olhar para mim,
somos nós desesperados que estamos lá no fundo perdidos na escuridão e que não procuramos a luz da felicidade.

Somos nós que temos medo de nos entregar um ao outro e de cruzar os nossos caminhos.
Somos nós que criamos as regras para não podermos estar cara a cara, regras que na realidade não existem mas que servem de motivo para estarmos afastados.
Somos nós que criamos a nossa própria fogueira, somos nós que criamos esta linha de fogo que nos separa e que não nos permite estarmos juntos.

Somos nós que mordemos os nossos próprios lábios para que consigamos apagar o desejo. Sou eu a tentar expelir o teu veneno do meu corpo, és tu a fazer com que alguém substitua o meu lugar. Somos nós que ouvimos as batidas dos nossos corações solitários e de nada fazemos para os confortar.

Somos nós com frio a rejeitarmos o cobertor.
Somos nós inatingíveis com coletes à prova de balas.
Somos nós a viver por detrás das nossas muralhas com a dor.
Somos nós que amamos em silêncio.

domingo, 1 de maio de 2011

Vive e deixa viver







Desprende-te de todas as tuas inseguranças, de todos os teus medos e vê como é bom ser livre. Abre a janela e grita ao mundo que a vida sabe bem. Abre os braços e abraça cada momento como se fosse o último. Respira devagar e saboreia intensamente cada segundo. Molha os lábios de alguém como se fosse o último beijo. Não esperes pelo amanhã para dizer a alguém o quanto te é importante pois o amanhã não é garantido. Nunca duvides do valor que tens. Aceita as tuas imperfeições e aprende a viver com elas. Se algo está mal, não significa que não haja uma solução, não significa que é o fim. Erra mas não permaneças no erro, aprende com os erros para não os voltares a cometer. Seres diferente, não significa que deixas de ter valor.

Ama.
Partilha.
Expressa-te.
Sonha.
Sorri.
Dança!

Ah, um detalhe essencial...
Vive e deixa viver!