segunda-feira, 18 de abril de 2011

Agridoce




À medida que a chuva percorria a minha face, na minha mente escorriam memórias de ti que deixavam um sabor agridoce na minha boca.
Os relâmpagos exibiam-se como se me quisessem mostrar fotografias congeladas de cada momento, de cada olhar, de cada palavra dita em silêncio.
Às vezes sabe bem recordar o que partilhei contigo, outras vezes recordar é sentir o sabor amargo que ficou, é trazer de volta o tempo perdido.

Eu quero avançar.

Quero esquecer o passado e seguir em frente mas ainda estás tão presente em cada canto, em cada rua que percorreste ao meu lado, que por mais que consiga dar um passo em frente, acabo por dar dois para trás.

Por vezes sinto-me como se estivesse num deserto, livre e leve, bem comigo mesmo a conseguir te esquecer, por outro lado é como se estivesse a sentir os pés a queimar por sentir as tuas pegadas marcadas na areia e enquanto a tua ausência me queima, eu imploro desesperadamente às nuvens para me molharem os lábios com uma gota que faça com que eu te possa sentir em mim.

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3 comentários:

  1. oh obrigada :)
    que lindo!
    sim, o livro é de facto muito bom, eu aconselho vivamente, li-o em três dias!

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  2. Caio Valério Catulo disse que "É difícil abandonar de repente um longo amor."

    Fácil é que não é de certeza. Força, sai dessa, anda ver como o mundo tem tanta mulher bonita e boa ;)


    Cisne.

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