sexta-feira, 29 de abril de 2011

No silêncio da noite





No silêncio da noite
Fico sozinho a pensar
O que será que me espera
O que será que vou encontrar.

Vale a pena a caminhada
Percorrida até aqui
Guardei os bons momentos
Aprendi com os erros e cresci.

Quero expressar o que sinto
Agora não vou ter medo de agir
Vou ser eu, eu próprio
Ninguém me pode impedir.

Não sou perfeito
Nem a perfeição quero atingir
Apenas faço o que gosto
O que me dá vontade de viver
O que me faz sorrir.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Princípio, meio e fim








Fujo. Escondo-me. Não tenho outra opção. Sei que se te enfrentar, se te voltar a olhar nos olhos vou-me deixar levar e será difícil voltar sem um sentimento de mágoa, sem sentir um vazio em mim. Dizem que tudo tem princípio, meio e fim, eu não sei onde é que a nossa história ficou nessas três fases. Se algum dia duvidei do que sentia por ti, hoje sei que tão cedo não vou voltar a sentir o mesmo por outra pessoa. Um dia vou ter coragem para te encarar nos olhos mas agora não o consigo fazer, ainda não sou suficientemente forte e o que ainda sinto não me permite te mostrar que me és indiferente. Nunca imaginei que ia estar tanto tempo acorrentado a alguém. Há quem diga que a distância traz o esquecimento, eu fiquei tanto tempo sem te ver e hoje quando te vi, fizeste-me perceber que tenho algo aqui dentro que ainda se inquieta quando estás por perto. Questiono-me se vale a pena estar longe de ti, se vai haver um tempo suficiente sem te ver para te conseguir esquecer. Se pudesse inventava uma borracha, apagava todas as linhas escritas, todas as imagens desenhadas na minha mente mas não é possível. Não é assim tão fácil, não posso expulsar o que sinto cá dentro com um mero sopro. É tudo tão inesperado e tão fugaz ao mesmo tempo.

P.S: Preciso de dizer que foste o café da minha manhã?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Agridoce




À medida que a chuva percorria a minha face, na minha mente escorriam memórias de ti que deixavam um sabor agridoce na minha boca.
Os relâmpagos exibiam-se como se me quisessem mostrar fotografias congeladas de cada momento, de cada olhar, de cada palavra dita em silêncio.
Às vezes sabe bem recordar o que partilhei contigo, outras vezes recordar é sentir o sabor amargo que ficou, é trazer de volta o tempo perdido.

Eu quero avançar.

Quero esquecer o passado e seguir em frente mas ainda estás tão presente em cada canto, em cada rua que percorreste ao meu lado, que por mais que consiga dar um passo em frente, acabo por dar dois para trás.

Por vezes sinto-me como se estivesse num deserto, livre e leve, bem comigo mesmo a conseguir te esquecer, por outro lado é como se estivesse a sentir os pés a queimar por sentir as tuas pegadas marcadas na areia e enquanto a tua ausência me queima, eu imploro desesperadamente às nuvens para me molharem os lábios com uma gota que faça com que eu te possa sentir em mim.

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Volto em breve




Os meus olhos estão fechados
As minhas pernas estão pesadas
Os meus lábios estão gelados
O meu corpo para nada já serve
Volto em breve.

Estou como um barco
A ser rumado sem direcção
Estou como um cigarro
Apagado, pisado no chão
Volto em breve.

Estou como uma árvore
Desfolhada pela força do vento
Estou em pleno Inverno
Perdido à chuva num dia cinzento
Volto em breve.

Não pretendo desistir
Irei voltar a abrir os braços
Por agora, preciso de fugir
Estou a cair em pedaços
Volto em breve.

Estou bem, algo cansado
Volto em breve.

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sábado, 2 de abril de 2011

Vem-me buscar




Não sei para onde ir
Não sei com quem estar
Estou perdido, nada faz sentido
Vem-me buscar.

Seca as minhas lágrimas
Com o calor do teu sopro
Dá-me a tua mão, ajuda-me a levantar
Estou aqui, estou sozinho
Vem-me buscar.

O sol já não brilha
A lua não se quer mostrar
Não sei o caminho para regressar
Aqui está escuro, dá-me luz
Vem-me buscar.

Quero o aconchego do teu abraço
Sinto falta do teu doce sorriso
Tenho sede, sinto um enorme cansaço
Já não consigo respirar
Vem-me buscar.