sábado, 24 de dezembro de 2011

Crazy thing called love



Disseram-me que o amor não se procura, encontra-se.

Olha para mim. Ainda estou aqui.
O que vês?
Quem sou eu para ti?

Se me perguntares quem és para mim, permanecerei em silêncio enquanto sorrirei por dentro. Direi-te depois que és a razão pela qual carrego às costas uma saudade que teima em acabar, o motivo pelo qual o meu coração palpita aceleradamente quando os meus olhos te vêem passar. Gosto de ti. Gosto quando estás por perto. Gosto quando dás um pouco mais de ti. Não gosto quando te vais embora e deixas somente o silêncio do teu coração.

Já passou tanto tempo e ainda estás tão presente... É tarde demais?

E se um dia eu ganhar coragem, sair de casa a meio da noite, atirar uma pedra à tua janela e chamar pelo teu nome? Sairias à rua e darias um passeio comigo? Darias-me a mão? E um beijo?

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Encontro-te, perco-me


Encontro-te, perco-me.
Páro, observo-te.
Penso, sinto-te.

Como se de uma droga se tratasse, consumo-te intensamente. Fumo-te. Perco os sentidos, passo da realidade para a ilusão, tenho-te por breves instantes. Em estado de dependência, deliro. Ouço-te a falar, vejo-te a sorrir. Quero-te mais, oh desejo irrealizável!

E quando acordo lúcido.
Consciente.
Tu já não estás. Eu fico, sem ti.

Os dias passam e quanto mais tempo fico sem te ver, mais saudades tenho de ti. Não faz sentido esta dor, deixaste claro no teu olhar vazio que tinha chegado o fim. Mostraste-me que estavas bem, provavelmente melhor sem mim. Ajuda-me. Ensina-me a não querer mais de ti. Ensina-me a sobreviver num mundo onde já não existes. Não quero continuar a procurar-te em cada rua que passo, não quero continuar a procurar as tuas pegadas em cada chão que piso. Olha-me nos olhos e diz que já não precisas de mim, diz-me que nunca precisaste.

Reflicto, escrevo, sofro.
Corro, fujo, esqueço.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Talking to the moon



Levanto-me a meio da noite e espreito pela janela. Procuro a lua. Hoje não a encontro... Logo hoje que me sinto tão sozinho e que preciso da sua companhia. Deitado na cama, enrolado no cobertor, tentei evitar levar a mente para outro lugar e apreciar a tranquilidade natural da noite, mas hoje a noite ao chegar não me trouxe a paz que eu precisava, pelo contrário, trouxe-me a solidão consigo. Que noite fria, que corpo gelado, que alma vazia. É assim que eu me sinto hoje, lua. Sabes do que sinto falta? De um olhar sincero, de um sorriso verdadeiro, de um abraço amigo. Onde estás, lua? Prometo que deixarás de ouvir a minha mágoa, que não irás ver uma lágrima a escorrer pelo meu rosto, irei permanecer em silêncio, se assim preferires. Aparece. Eu sei que também te sentes só nestas noites melancólicas, mas vem que eu dar-te-ei os meus olhos para os abraçares com a tua luz. Vou-me despedir com um até amanhã, mas a minha vontade era deixar-te com um até já, escrito no vidro embaciado da janela do meu quarto.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Devolve-me as asas



Foste fogo de artíficio,
deste cor ao meu céu,
hoje és a chuva e o trovão
da tempestade que me atingiu
sem protecção.

Levaste a paz contigo
deixaste o som da guerra
no meu ouvido.

A tua indiferença
ofuscou a luz da
minha esperança,
a tua fragilidade
quebrou a nossa aliança.

Não quero ficar,
preso neste lugar,
devolve-me as asas,
quero voltar a ser livre,
deixa-me voar.

Desta vez vou voar
mais alto, mais além,
devolve-me as asas.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Ilusão



Dizem que não podemos sentir falta de alguém que não conheçemos, de alguém que nunca foi nosso. Fui eu que criei uma ilusão? Fui eu que tentei escrever uma história sem princípio, meio e fim? Fiz eu que fiz um esboço de um retrato inexistente?

Como é possível passarmos dias a pensar em alguém de quem nem a voz conhecemos e mesmo assim considerarmos essa voz o nosso som preferido e o qual mais queremos ouvir? Adormecer a pensar em alguém de quem nunca provámos o sabor dos seus lábios. Implorar indirectamente a essa pessoa para que nos continue a olhar nos olhos e que não desvie o olhar por um instante.

Soltamos sorrisos rasgados, estúpidos, talvez sem razão de ser, mas ao nosso redor tudo passa a exalar um cheiro a felicidade e a "sujidade" alheia torna-se insignificante e secundária.

Ficamos tão iludidos que pela nossa cabeça passam inumeras loucuras. Embrulhamos todos esses pensamentos numa caixa e oferecemos a mesma com um bilhete escrito com somente duas palavras "vamos fugir?". A vontade é essa, fugir. Ir embora, largar tudo e ir em busca da felicidade. Descobrir e partilhar o que de melhor existe no mundo ao lado dessa pessoa. Sem pensar em bens materiais, leva-se na bagagem apenas o coração quente e duas mãos entrelaçadas.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cinzas de um sentimento perdido









Deixaste-te vencer pelo medo, eu fui vencido pelo cansaço.

[...]

Lembras-te? Entraste, quase todos os lugares estavam vazios e tu optaste por ficar o mais perto. Sentaste-te à minha frente e ficaste a olhar fixamente para mim. Naquele momento consegui sentir toda a tua inquietação, a vontade que tinhas em dizer o que estavas a pensar e a sentir dentro de ti. O mesmo se passava na minha cabeça, também tinha necessidade de libertar toda a tensão entre nós e dizer-te o que sentia.

Vezes sem conta, desejei que todos os nossos momentos tivessem congelado e permanecido no tempo. Preenchias os meus dias com o teu olhar, com a tua voz, com a tua presença. O dia ficava cinzento quando tinhas que virar as costas e ires embora. Apesar do tempo que passou, ainda existem dias vazios. Ainda existem dias em que te imagino mas acabo por perceber que já não te tenho. Odeio ficar estático a pensar no que ficou para trás enquanto tudo lá fora se mexe e tem vivacidade.

Não sei por onde andas e com quem estás mas torço para que estejas bem, que acordes nos braços de um outro alguém que te trate da melhor forma que se pode tratar uma pessoa que se ama. Sabemos o quanto ficou por dizer e o quanto é tarde demais. O tempo já não volta atrás e nada vai mudar o passado.

Acho que já nada sei sobre o amor, nem o que esse sentimento provoca. Tão cedo não tenho curiosidade em voltar a descobrir, a sentir. Pouco resta de ti, mas enquanto o vento não soprar e levar consigo as cinzas deste sentimento perdido, ainda existes em mim.

Ninguém soube de nós, excepto eu e tu.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Sou




Sou um escritor
Já escrevi uma história
de amor
Outrora viva
Agora sem cor

Sou um bailarino
Danço para me expressar
Danço para viver
Vivo para dançar

Sou um actor
Finjo ser quem não sou
Finjo ter o que não tenho
Fujo da realidade, enquanto actor sou

Sou um mendigo
Vagueio pelas
ruas da cidade
À procura de paz,
em busca da felicidade

Sou tudo,
tudo quero.
Sou nada,
nada tenho.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Wasted time








Where did you go?
Who have you been?
It's been a long time
Since you closed the door
And you never came back.

Why did you get into my
life so suddenly?
You came without a "hello"
And you left me without a "goodbye"
Now I'm alone, now I cry.

My bed is so cold
My heart is so empty
Cause I thought you're mine
Now I know you were
just a wasted time.

Can't you hear me crying?
Can't you see me falling?

It's hard to say goodbye
But now, I'm not blind
I will smile again
I'll get you out of my mind.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Abre a porta




Abre a porta, deita-te ao meu lado
Ao teu corpo quero ficar abrigado
Ao teu lado, quero adormecer
Junto a ti, quero viver.

Abre a porta. Entra.
Esquece o mundo lá fora
Fica nos meus braços
Não quero que vás embora.

Abre a porta.
Vem, a ti quero ficar colado
Confesso, preciso de me sentir amado.
Quero estar contigo, hoje, agora
Vem, já está na hora.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sick and tired




17.05.2011

São 3h da manhã. Fecho a porta com intenção de não a voltar abrir. Vou-me embora com a intenção de não voltar atrás. Vagueio agora pela cidade. O que estou a fazer? Está escuro, estou sozinho, estou com medo. Quem sou? O que faço aqui? Perdi o controlo. Não sei para onde ir, a estrada parece infinita, não vejo uma saída. No prédio do meu lado direito, existe uma casa com a luz da sala acesa, provavelmente o filho adormeceu a ver televisão e a mãe já o vai pegar ao colo para o levar para a cama e dar-lhe um beijo de boa noite. E eu? Porque estou na rua a estas horas? Porque estou a fugir? Porque estou a desistir? Estou tão cansado. Sento-me no banco deste jardim vazio. Todo o seu encanto desaparecera com a minha presença. Perdi as forças, baixei os braços, deixei-me ir abaixo... Por mais que lhes tente explicar, nunca vão entender o que quero dizer, nunca vão perceber o que estou a sentir. Sim, tens razão, estou doente. Estou fraco. Já não consigo gostar de mim próprio. Acho que nunca consegui. Atingiram-me de tal forma que me deixaram pela frente uma luta constante. Agora tento recuperar e sarar as sequelas da queda. Sabes o que eu sempre quis ter? Paz. Sabes o que eu sempre quis ser? Feliz. Ainda não consegui mas hei-de conseguir. Vou continuar a caminhar, vou descobrir quem sou e no final da estrada sei que vou encontrar uma saída para começar a construir um novo caminho, um novo eu.

(Caros leitores, peço desculpa pelo texto "pesado" mas foi uma forma de desabafar e de certa forma consegui tirar um grande peso de cima de mim. Obrigado pela vossa visita. Sejam felizes!)

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Eu, tu, nós








Sou eu, és tu, somos nós a fugir da realidade.
Somos nós que somos fracos e que lutamos contra o que sentimos.
Somos nós que recusamos a dar mão e a caminhar lado a lado.

Sou eu que gasto palavras a descrever o que significas,
és tu que perdes tempo a olhar para mim,
somos nós desesperados que estamos lá no fundo perdidos na escuridão e que não procuramos a luz da felicidade.

Somos nós que temos medo de nos entregar um ao outro e de cruzar os nossos caminhos.
Somos nós que criamos as regras para não podermos estar cara a cara, regras que na realidade não existem mas que servem de motivo para estarmos afastados.
Somos nós que criamos a nossa própria fogueira, somos nós que criamos esta linha de fogo que nos separa e que não nos permite estarmos juntos.

Somos nós que mordemos os nossos próprios lábios para que consigamos apagar o desejo. Sou eu a tentar expelir o teu veneno do meu corpo, és tu a fazer com que alguém substitua o meu lugar. Somos nós que ouvimos as batidas dos nossos corações solitários e de nada fazemos para os confortar.

Somos nós com frio a rejeitarmos o cobertor.
Somos nós inatingíveis com coletes à prova de balas.
Somos nós a viver por detrás das nossas muralhas com a dor.
Somos nós que amamos em silêncio.

domingo, 1 de maio de 2011

Vive e deixa viver







Desprende-te de todas as tuas inseguranças, de todos os teus medos e vê como é bom ser livre. Abre a janela e grita ao mundo que a vida sabe bem. Abre os braços e abraça cada momento como se fosse o último. Respira devagar e saboreia intensamente cada segundo. Molha os lábios de alguém como se fosse o último beijo. Não esperes pelo amanhã para dizer a alguém o quanto te é importante pois o amanhã não é garantido. Nunca duvides do valor que tens. Aceita as tuas imperfeições e aprende a viver com elas. Se algo está mal, não significa que não haja uma solução, não significa que é o fim. Erra mas não permaneças no erro, aprende com os erros para não os voltares a cometer. Seres diferente, não significa que deixas de ter valor.

Ama.
Partilha.
Expressa-te.
Sonha.
Sorri.
Dança!

Ah, um detalhe essencial...
Vive e deixa viver!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

No silêncio da noite





No silêncio da noite
Fico sozinho a pensar
O que será que me espera
O que será que vou encontrar.

Vale a pena a caminhada
Percorrida até aqui
Guardei os bons momentos
Aprendi com os erros e cresci.

Quero expressar o que sinto
Agora não vou ter medo de agir
Vou ser eu, eu próprio
Ninguém me pode impedir.

Não sou perfeito
Nem a perfeição quero atingir
Apenas faço o que gosto
O que me dá vontade de viver
O que me faz sorrir.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Princípio, meio e fim








Fujo. Escondo-me. Não tenho outra opção. Sei que se te enfrentar, se te voltar a olhar nos olhos vou-me deixar levar e será difícil voltar sem um sentimento de mágoa, sem sentir um vazio em mim. Dizem que tudo tem princípio, meio e fim, eu não sei onde é que a nossa história ficou nessas três fases. Se algum dia duvidei do que sentia por ti, hoje sei que tão cedo não vou voltar a sentir o mesmo por outra pessoa. Um dia vou ter coragem para te encarar nos olhos mas agora não o consigo fazer, ainda não sou suficientemente forte e o que ainda sinto não me permite te mostrar que me és indiferente. Nunca imaginei que ia estar tanto tempo acorrentado a alguém. Há quem diga que a distância traz o esquecimento, eu fiquei tanto tempo sem te ver e hoje quando te vi, fizeste-me perceber que tenho algo aqui dentro que ainda se inquieta quando estás por perto. Questiono-me se vale a pena estar longe de ti, se vai haver um tempo suficiente sem te ver para te conseguir esquecer. Se pudesse inventava uma borracha, apagava todas as linhas escritas, todas as imagens desenhadas na minha mente mas não é possível. Não é assim tão fácil, não posso expulsar o que sinto cá dentro com um mero sopro. É tudo tão inesperado e tão fugaz ao mesmo tempo.

P.S: Preciso de dizer que foste o café da minha manhã?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Agridoce




À medida que a chuva percorria a minha face, na minha mente escorriam memórias de ti que deixavam um sabor agridoce na minha boca.
Os relâmpagos exibiam-se como se me quisessem mostrar fotografias congeladas de cada momento, de cada olhar, de cada palavra dita em silêncio.
Às vezes sabe bem recordar o que partilhei contigo, outras vezes recordar é sentir o sabor amargo que ficou, é trazer de volta o tempo perdido.

Eu quero avançar.

Quero esquecer o passado e seguir em frente mas ainda estás tão presente em cada canto, em cada rua que percorreste ao meu lado, que por mais que consiga dar um passo em frente, acabo por dar dois para trás.

Por vezes sinto-me como se estivesse num deserto, livre e leve, bem comigo mesmo a conseguir te esquecer, por outro lado é como se estivesse a sentir os pés a queimar por sentir as tuas pegadas marcadas na areia e enquanto a tua ausência me queima, eu imploro desesperadamente às nuvens para me molharem os lábios com uma gota que faça com que eu te possa sentir em mim.

Imagem

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Volto em breve




Os meus olhos estão fechados
As minhas pernas estão pesadas
Os meus lábios estão gelados
O meu corpo para nada já serve
Volto em breve.

Estou como um barco
A ser rumado sem direcção
Estou como um cigarro
Apagado, pisado no chão
Volto em breve.

Estou como uma árvore
Desfolhada pela força do vento
Estou em pleno Inverno
Perdido à chuva num dia cinzento
Volto em breve.

Não pretendo desistir
Irei voltar a abrir os braços
Por agora, preciso de fugir
Estou a cair em pedaços
Volto em breve.

Estou bem, algo cansado
Volto em breve.

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sábado, 2 de abril de 2011

Vem-me buscar




Não sei para onde ir
Não sei com quem estar
Estou perdido, nada faz sentido
Vem-me buscar.

Seca as minhas lágrimas
Com o calor do teu sopro
Dá-me a tua mão, ajuda-me a levantar
Estou aqui, estou sozinho
Vem-me buscar.

O sol já não brilha
A lua não se quer mostrar
Não sei o caminho para regressar
Aqui está escuro, dá-me luz
Vem-me buscar.

Quero o aconchego do teu abraço
Sinto falta do teu doce sorriso
Tenho sede, sinto um enorme cansaço
Já não consigo respirar
Vem-me buscar.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Contrariedades




Tanto te quero por perto, como já não consigo respirar o mesmo ar que tu respiras. Percorre em mim um turbilhão de sentimentos com a tua presença que me deixam confuso, sem saber quais são os que nutro por ti. Já não sei o que o teu olhar desperta em mim. Já não sei a que sabe o teu sorriso. Já não sinto o teu cheiro no meu corpo. Mas não te perdi porque na verdade, nunca te tive.

Sorrimos mas não alcançámos a verdadeira felicidade,
Sonhámos mas não chegámos a tirar os pés do chão.

Jogámos mas não juntámos as peças essenciais,
Perdemos tempo a desenhar imagens irreais.

Dias assim




Dias em que a dor rasgava a pele do meu corpo. Dias em que o sorriso era pintado pelo fingimento.

Não falava. Ninguém ouvia o choro da minha mágoa.

Não mostrava. Ninguém via as lágrimas presas por detrás dos meus olhos. Ninguém sabia que por dentro me desfazia em pedaços.

Com necessidade de me proteger, enrolava o meu corpo e ficava sozinho dentro da minha concha imaginária. Cabisbaixo, vacilava em cada movimento, em cada palavra. Duvidava de tudo. Desistia facilmente do que queria. Desistia de mim. Abandonava-me para agradar a todos e não queria saber da minha imagem distorcida reflectida no espelho. Errei ao desprezar-me. Dei a mão a quem me pediu e quando era a minha vez de cair, era pouca ou nenhuma a ajuda para amparar a queda. Caía como as folhas caem facilmente das árvores no Outono e deixava-me arrastar pelo vento. Não conseguia dar mais de mim porque tinha medo. Medo de magoar. Medo de voltar a ser magoado porque hoje ainda tento sarar as feridas que ficaram do passado.

Nem tudo é negativo... Os erros do passado ensinaram-me a lidar com tudo o que me rodeia no presente, ensinaram-me a valorizar mais quem me quer bem e ensinaram-me a saborear de melhor forma as coisas simples da vida.

sábado, 19 de março de 2011

Feliz dia do Pai




Não tenho uma única memória tua mas tenho algo muito mais importante que é o amor de pai que sinto por ti e esse amor nunca vai desaparecer. Vou-te guardar para sempre dentro desta caixinha que tenho aqui dentro de mim.
Como seria se estivesses hoje ao nosso lado?
Porque tiveste que partir tão cedo?

Eterna saudade...

Amo-te pai! :)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Se




Se me tivesses avisado que ias lá estar, eu não teria aberto a porta para sair de casa. Se eu soubesse que me ia cruzar contigo, teria mudado de caminho. Naquele dia, naquele espaço mudaste-me. Quanto mais me davas, mais eu queria e ficava dependente de ti. Passei a dar cada passo como se estivesses a caminhar ao meu lado. Dei passos maiores do que as pernas e hoje percebo que caminhei sozinho. Não vais saber das noites em que para matar a sede que sentia quando não te via, desenhava-te na parede do meu quarto e imaginava ouvir a tua voz no meu ouvido. Não vais saber dos dias em que andei à deriva à tua procura mesmo sabendo que não te ia encontrar, dos dias em que já me deixava levar pelo vento e não sentia o meu frágil corpo a se movimentar. Sim, vou sentir falta dos dias em que um olhar ou um sorriso teu conseguia-me preencher por dentro, tornavas-me inatingível e fazias-me esquecer o que me rodeava. Tudo se tornou secundário quando passaste a ser uma prioridade. Não sei como entraste e muito menos como te fazer sair. Resta-me esperar que a distância traga o esquecimento, que a alegria do meu amanhã seja preenchida pelo meu sorriso e não pelo teu, que o "esquece" faça apagar os "se's" da minha mente.

Depois da verdade, vem o medo
Depois do medo, vem o silêncio
Depois do silêncio, a angústia começa cedo.

Depois do adeus, vem a saudade
Depois da saudade, vem o vazio
Depois do vazio, o coração fica frio.

(Imagem - Site)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Desejo




Não foram dias, nem foram apenas meses. Foram anos perdidos acorrentado ao desejo de te ter e de nada valeu a pena. Despertaste em mim aquilo que não quiseste cuidar, fizeste-o para te sentires amada e não amaste. Não retribuíste o mesmo desejo porque não querias sentir o que eu agora sinto. Fui eu que passei noites sem conseguir dormir, fui eu que passei manhãs sem saber sorrir. Porque eu ainda volto a trás, enquanto tu provavelmente já seguiste em frente. Porque enquanto eu continuo constantemente a enfrentar obstáculos, tu nunca os tiveste.

Decorei a tua maneira de andar,
o teu jeito de olhar,
Agora, tento descobrir
a melhor forma de te apagar.

Não consigo viver da incerteza e a minha felicidade não depende apenas das memórias. Não posso continuar à espera que abras a boca e digas o que eu quero ouvir. O que eu apenas quero ouvir é a verdade, só a verdade. Estou a pedir muito?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

O Jogo




Aqui estou eu a gastar as poucas palavras que ainda me restam. Talvez seja um pretexto para me tentar despedir, talvez seja para perceber o que ainda sinto. Antes aparecias quando eu menos esperava. A tua imagem permanecia quando eu já não queria e quando pensava que já não tinha nenhum motivo para estar amarrado ao passado, um mero olhar teu trazia tudo o que supostamente tinha sido levado pelo vento e controlava este frágil coração. Mas hoje é impossível dar-te mais de mim se não mostras o que realmente sentes. Tantos são os motivos que te trazem, como te levam. Tão depressa nos aproximámos, como nos afastámos.

E se te tivesse dito o quanto te queria quando acordava e adormecia a pensar em ti?
Teria sido diferente?
Estarias-me a dar a mão neste momento?

Tudo fica incerto, todas as dúvidas que tenho ficam dentro de um ponto de interrogação no qual ainda não encontrei a resposta e não sei se um dia a irei encontrar. Não posso ler o teu pensamento, nem descobrir se é em mim em quem tu pensas quando não consegues adormecer mas só preciso de saber se ficas ou se vais, se me consideras como teu ou se me preferes libertar. Não quero mais esse jogo sujo de troca de olhares que não nos leva a lado nenhum e só nos faz perder tempo. É altura de terminar o jogo, de ouvir um "Até já" ou um "Adeus" definitivo.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Uma parte de mim




Uma parte de mim não me deixa sossegado.
Uma parte de mim deseja acabar com todo o silêncio que nos envolve.
Uma parte de mim queria-te dizer ao ouvido a palavra que descreve o que sinto mas os meus lábios congelam e não conseguem pronunciá-la por mais que tente.

Sinto-me fraco porque hesito e ignoro a minha vontade. Talvez eu já não saiba o significado inteiro dessa palavra mas ainda não a consigo apagar do meu vocabulário. Ainda continuo a gastar linhas no meu caderno a tentar revelar cada pormenor da importância que essa palavra ainda tem para mim.

Eu podia continuar a fingir que já não te quero mas ainda penso em ti. Continuo a pensar em ti porque ainda não me habituei a fazer o contrário e ainda não consegui preencher o vazio que ficou. Continuo a pensar em ti porque um dia sonhei alto. Sonhei que podia fazer parte da tua vida e acordar ao teu lado todas as manhãs. Sonhei que podiamos compensar o tempo perdido. Foi apenas um sonho?

Uma parte de mim não aceita desistir.
Uma parte de mim precisa de te ouvir dizer que não vale a pena, que foi ilusão da minha parte e que nada faz sentido para ti.

A..-te?

Imagem: darkhairedgirl

domingo, 23 de janeiro de 2011

A noite de hoje, o dia de amanhã




Não quero adormecer.
Quero viver a noite.

Deixem-me me alimentar com este silêncio e com esta tranquilidade que só existe durante a noite. Deixem-me ficar aqui em paz porque amanhã não vou querer sair à rua. Não, amanhã não vou querer abrir a janela, nem acender a luz. Deixem-me espreitar pelos buracos dos estores e ver a lua reflectida nas poças de água. Deixem-me sonhar agora e tirar os pés do chão. Deixem-me abrir a janela e respirar vagarosamente enquanto posso. Deixem-me ser da noite porque amanhã as pessoas vão acordar, vão sair à rua e sujar o dia. Amanhã as pessoas não vão querer voar. Amanhã as pessoas vão querer (re) começar a guerra de ontem ou inventar a guerra de amanhã. Eu vou acordar enrolado no cobertor sem vontade de fazer qualquer tipo de movimento, deixar-me colado ao colchão e esperar pelo anoitecer. Que este frio que agora sinto congele o meu pensamento e faça com que eu não acredite que não posso viver o dia da mesma forma que vivo a noite.

Mas por enquanto,
quero a noite de hoje.
Não quero o dia de amanhã.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Not in love




Tive duas opções: permanecer na ilusão ou encarar a impossibilidade de um dia fazer parte do teu mundo. Optei por me libertar dos (nossos) pedaços que estavam espalhados e que nunca se juntaram. Não podia continuar à espera para saber o que sentias ou o que querias, não podia continuar a alimentar um sentimento que para mim já não tinha razão de existir porque agora sei o que sinto e na verdade não sinto nada, simplesmente já não sinto. Abri os olhos e vi que o meu caminho é diferente do teu, abri os braços e percebi que posso abraçar a vida e ser feliz sem te ter ao meu lado. Vou juntar todos os textos que te escrevi e guarda-los no fundo de uma gaveta. Vou pegar nas memórias que tenho e entregá-las ao vento. Desta vez vou pensar em mim, vou escrever uma nova história em que a personagem principal serei eu e não tu.

Perdi o desejo de sentir o teu cheiro.
Perdi a vontade de te beijar.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Dança




Frio está o meu corpo
A aquecer devagar
A minha alma vazia vai-se alimentando
Em cada movimento singular

Dançar é expressar sem ter que falar

Ao entregar o meu corpo à música
Deixo libertar
O que está dentro de mim
Com vontade de se expressar


Danço para expressar o que sinto
Danço para me sentir repleto
Danço porque amo dançar
Danço porque um dia sem dança
É um dia incompleto.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011