quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como no primeiro dia




Apesar da tua ausência, vivo cada dia como se ainda estivesses presente em tudo o que faço. Nada ou pouco mudou desde a última vez em que me cruzei contigo. Ainda te desejo como no primeiro dia. Dia esse em que reparei que alguém me olhava com admiração, talvez de uma forma que nunca ninguém tinha feito. Eu vi sinceridade nos teus olhos e algo me disse ao ouvido para eu responder da mesma forma ao teu olhar e provavelmente ao teu desejo.
Dias depois, procurei por ti, precisava de saber se ia continuar a sentir o que sentia ao olhar para ti, na verdade, não sabia o que sentia e queria descobrir. Até que comecei a acordar todos os dias com vontade de te ver, já tinha necessidade de o fazer para me sentir completo.

Como é que alguém que eu não conhecia já completava o meu dia com um simples olhar? Porque passaste a fazer parte de mim sem eu conseguir controlar?

Questionei-me vezes sem conta. Retribuí a todos os olhares mas nenhum era como o teu, nenhum me deixava inquieto como tu me deixavas.

Lembro-me de um dia em que estava a caminhar e a pensar que naquele momento devias estar tão longe. Por ironia do destino, olhei para trás e lá estavas tu, a olhar para mim. Foi aí que percebi que a distância entre nós não era tão grande, afinal, também percorrias as mesmas ruas que eu, (talvez) o mesmo caminho.

Agora sinto que estás perto mas tão distante. Já não sei de ti. Já não sei se vais voltar a olhar para mim como no primeiro dia.

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