domingo, 26 de dezembro de 2010

Liberdade



Onde está a liberdade? Não me lembro onde a deixei mas sei que já a tive. Quero voltar a abrir os braços e voltar a tentar voar além dos limites. O tempo é demasiado curto para me continuar a sentir controlado e amarrado ao receio de falhar. Quero fechar os olhos e sentir que estou bem comigo, aceitar tudo o que em mim é imperfeito e confiar, apenas confiar. Um dia pego em mim, faço as malas e apanho o primeiro comboio que aparecer. Sem medo, sem olhar para trás, vou viajar, apenas por viajar. Indiferente a qualquer contradição, vou seguir em frente e deixar-me ser livre.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como no primeiro dia




Apesar da tua ausência, vivo cada dia como se ainda estivesses presente em tudo o que faço. Nada ou pouco mudou desde a última vez em que me cruzei contigo. Ainda te desejo como no primeiro dia. Dia esse em que reparei que alguém me olhava com admiração, talvez de uma forma que nunca ninguém tinha feito. Eu vi sinceridade nos teus olhos e algo me disse ao ouvido para eu responder da mesma forma ao teu olhar e provavelmente ao teu desejo.
Dias depois, procurei por ti, precisava de saber se ia continuar a sentir o que sentia ao olhar para ti, na verdade, não sabia o que sentia e queria descobrir. Até que comecei a acordar todos os dias com vontade de te ver, já tinha necessidade de o fazer para me sentir completo.

Como é que alguém que eu não conhecia já completava o meu dia com um simples olhar? Porque passaste a fazer parte de mim sem eu conseguir controlar?

Questionei-me vezes sem conta. Retribuí a todos os olhares mas nenhum era como o teu, nenhum me deixava inquieto como tu me deixavas.

Lembro-me de um dia em que estava a caminhar e a pensar que naquele momento devias estar tão longe. Por ironia do destino, olhei para trás e lá estavas tu, a olhar para mim. Foi aí que percebi que a distância entre nós não era tão grande, afinal, também percorrias as mesmas ruas que eu, (talvez) o mesmo caminho.

Agora sinto que estás perto mas tão distante. Já não sei de ti. Já não sei se vais voltar a olhar para mim como no primeiro dia.

sábado, 4 de dezembro de 2010

I am




Sabiam que é tão desmotivador não receber nada em troca depois de tanta dedicação, depois de tanta confiança depositada, depois de toda a entrega de corpo e alma? Não é justo.

Sinto que tenho que estar presente para tudo e para todos mas no final do dia vejo-me sozinho. Fico apenas eu e só eu no espelho, sem uma base para me apoiar, sem nada para me proteger. Sinto-me como se estivesse nu.

Talvez eu seja demasiado complicado ou talvez eu esteja a precisar da vossa atenção mais do que nunca e de sentir que tenho alguém ao meu lado. Se calhar o problema não é vosso, é meu. Eu sei, eu sou complicado.

Sim. Não sou perfeito e não me sinto completo. Sou um quanto inseguro.

Acho que só vos quero dizer que por vezes podemos dar mais do que damos, que nunca é tarde demais para demonstrar o quanto os outros nos são importantes e nos fazem falta. Nunca é tarde demais.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ensina-me

Contrariamente à minha vontade, evito expressar os meus sentimentos quando te vejo, quando estás por perto, quando os teus olhos me questionam sem eu saber quais são as tuas dúvidas, provalmente, são as mesmas que as minhas.

Ensina-me a adormecer sem ter que te imaginar ao meu lado.
Ensina-me a ser livre porque ainda me sinto preso a ti.

O medo da rejeição ocupa o lugar da coragem e em mim resta a fraqueza. Nos dias em que a distância se intensifica, o meu corpo, pesado, mergulha na angústia.
Cabisbaixo, fico sem vontade de falar, de ser visto, de ser tocado.

Ensina-me a ultrapassar o receio de falhar.
Ensina-me a erguer a cabeça nos momentos de fragilidade.

Talvez eu esteja a ser egoísta e te esteja a pedir para me ensinares o que tu também não sabes.
Ainda estou tão viciado em ti que não me consigo concentrar em mim.

Ensina-me a pôr um ponto nisto e não uma vírgula.
Ensina-me a não querer mais de ti.

P.S:

sábado, 2 de outubro de 2010

Ausente



Com o mundo ao avesso,
questionei-me onde pertencia,
perdido no meio da multidão,
não tinha noção do que acontecia.

As vozes que me rodeavam,
traziam conversas banais,
de pouca ou nenhuma importância,
para mim não eram essenciais.

Ausentei-me da realidade,
não conseguia distinguir o certo do errado,
precisava de me refugiar,
o meu corpo estava cansado.

domingo, 26 de setembro de 2010

Fica comigo esta noite





A música traz-me recordações, faz-me ver-te onde já não estás, não me deixa respirar devagar. A tua imagem surge na escuridão, não fecho os olhos, não quero que vás embora, fica comigo esta noite. As minhas mãos reagem, aquecem quando penso em te tocar. Imagino o teu riso melodioso a preencher este vazio, o teu olhar a despertar em mim o desejo de te sentir, fica comigo esta noite. Não há espaço para a solidão quando apareces nestas noites melancólicas, fica, torna esta noite interminável.

Sabias que já pensei em bater à tua porta? Não te deixar falar, levar-te para a rua e estar contigo à chuva quando as luzes das casas já estão apagadas, quando já não existem carros nas ruas, quando a cidade já está a dormir.

Sem palavras,
sem sons,
dar-te a mão,
saborear suavemente cada instante.

Fica comigo esta noite, hoje as paredes do meu quarto não vão ouvir a dor que me consome de forma veemente. Perfuma o vazio com o teu cheiro, faz com que eu não precise de sair de casa e olhar para trás em cada rua que passo para ver se estás lá.

Deixa-me escrever o que sinto no teu corpo,
espalhar em cada pedaço teu as palavras que estão ocultas na minha mente,
enlaçar-te num abraço e ficar contigo esta noite.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Como um barco


Encontrei-me instável. Estava sozinho, tão perdido
sem saber para onde ir e com quem estar.
Senti-me como um barco que estava a ser rumado sem direcção.
Inclinei-me ligeiramente e vi a minha imagem distorcida na água.
Em forma de concha, abri as minhas mãos e enchi-as para molhar o meu rosto, a água juntou-se às lágrimas que corriam mas o rosto continuava pálido,
a minha alma continuava vazia.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Relógio



Ainda me lembro de ver nos teus olhos
as palavras que a tua boca não conseguiu pronunciar.

Sustentámos a verdade com o silêncio.

Gastaram-se minutos a tentar esquecer,
perderam-se horas a pensar sem conseguir agir.

Ainda existem pedaços teus espalhados pelas ruas onde
nos encontrámos que te trazem de volta e me deixam inquieto.

Tenho saudades tuas,
tenho saudades do que desejava ter e nunca tive.

O Relógio sussurra-me, diz-me que o ponteiro não volta atrás e que
lembrar é trazer de volta o tempo perdido.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Hoje



Hoje não, não me vou sentir preso ao medo de falhar. Vou aceitar as minhas imperfeições e continuar a construir a minha estrada. Os meus caminhos são incertos e por vezes derrubados mas eu irei sempre erguer a base e construir outros. Vou dar pequenos passos durante a construção da minha estrada e acreditar que um dia esses pequenos passos farão uma pequena grande diferença na minha vida e na vida de algumas pessoas, não em muitas, apenas na das mais importantes.
Hoje não, não vão sentir a minha presença. Hoje vou pensar em mim, vou sair sem fazer barulho, vou lá fora deixar-me levar pelo vento e procurar o que ainda não encontrei, o que ainda não conheci, o que ainda não tenho.
Esta é a estrada da minha vida, onde poucos me conhecem e muitos me julgam, onde muitos caminham e poucos deixam as suas pegadas.
Mas hoje... Hoje vou ser feliz!

Hugo Rosa

domingo, 8 de agosto de 2010

É a realidade...



No silêncio da noite, apaguei a luz e fechei os olhos. Dava tudo para acordar e encontrar-me numa realidade diferente. Mas nem tudo é como queremos. Chegou um novo dia, acordo e apenas permanece o meu rosto triste no espelho e um enorme vazio dentro de mim. É um daqueles dias em que o corpo revela fraqueza e não existe vontade de dar um passo em frente. No entanto... Aprendi a agir perante a atitude dos outros. Aprendi a sorrir apesar de todos os problemas que surgem. Aprendi que nada na vida é garantido, que devo lutar e tentar encontrar uma solução para os obstáculos. Não quero desistir. Ainda quero ir mais alto, mais além.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Apetece-me.


Apetece-me.
Amar.
Viver sem ter medo de errar.
Arriscar.
Encontrar o meu lugar.
Encontrar-me.
Sentir o cheiro da liberdade.
Viajar sem ter um destino certo.
Pintar livremente uma tela.
Flutuar no meio do mar.
Fechar os olhos e sentir a chuva a cair no meu rosto.
Subir uma montanha e gritar descontroladamente.
Quebrar estereótipos.
Expressar ideias, sentimentos.
Viver.
Ser livre.
Sem regras.
Sem limites.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Desculpa!


Desculpa,
Desculpa se por vezes não demonstro afecto.
Desculpa se me recolho e não reajo da forma como esperas.
Às vezes evito expressar o que sinto, mas isso não significa que deixe de sentir...
Apenas tenho necessidade de me proteger...

terça-feira, 30 de março de 2010

Inesperadamente


... E inesperadamente magoam-nos. Fazem-nos sentir pequenos e tentam destruir tudo o que construimos. Ficamos perdidos sem saber o porquê, perdemos a vontade de nos expressar e de reagir. Questionamo-nos se errámos. Tudo se torna confuso e deixa de fazer sentido mas acabamos por nos conseguir erguer e virar a página. "Por vezes não conseguimos virar a página, temos mesmo que rasgá-la e voltar a escrever."

segunda-feira, 29 de março de 2010

Distância



Apesar da distância, continuo a construir este sentimento. Reflicto sobre o que sinto com necessidade de te lembrar.

domingo, 28 de março de 2010

Caminhada




Sozinho caminho pela cidade. Entre o barulho e a agitação, eu afasto-me da realidade e acabo por entrar no meu próprio mundo, onde o silêncio atinge-me e tranquiliza-me.
Questiono-me se vale a pena a minha caminhada. Recordo-me de todo o caminho percorrido até aqui e sem hesitar continuo em frente sem olhar para trás.

Silêncio















Há sempre algo que fica por dizer. Uma parte de mim tem vontade de se revelar, de gritar e soltar palavras nunca antes ditas mas o silêncio toma-me e acabo por me abrandar. Não quebro o silêncio e recolho-me.